Você sabe utilizar os diagramas elétricos automotivos?


Talvez não seja uma rotina em sua oficina, mas todo reparador automotivo já vivenciou alguma situação onde houve a necessidade de consultar esquemas elétricos. Hoje em dia os diagramas são imprescindíveis para conduzir o diagnóstico de defeitos e teste de componentes. Assista o vídeo e entenda, de forma prática, a importância dos diagramas elétricos. Aproveite também o eBook em PDF, totalmente grátis, ensinando como interpretar os esquemas elétricos da Doutor-IE.

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O que são os diagramas elétricos?

Esquemas elétricos ou diagramas elétricos são representações gráficas (desenhos) das conexões entre os componentes eletrônicos do veículo, formando os circuitos.

Cada fabricante projeta os sistemas eletrônicos dos seus componentes, e posteriormente desenvolve alguma documentação (parcial ou completa) para a reparação dos mesmos.

No universo automotivo não existe um padrão definido, ou seja, cada fabricante utiliza uma linguagem própria. Em um primeiro momento pode não parecer um problema, mas pense nas inúmeras montadoras que temos no Brasil: Audi, BMW, Chevrolet, Citroën, Fiat, Ford, Honda, Hyundai, International, Iveco, Mercedes-Benz, Mitsubishi, Nissan, Peugeot, Renault, Scania, Toyota, Troller, Volkswagen, Volvo, entre outras.

Porém o acesso a essa informação é extremamente restrito. E pra piorar, na maioria dos casos o diagrama está em outro idioma, ou ainda mesmo impreciso, incoerente.

Ou seja, são pelo menos 5 (cinco) problemas:

  1. acesso extremamente restrito às informações;
  2. quando está acessível, o diagrama elétrico não tem padrão de representação visual;
  3. normalmente está em outro idioma (inglês, alemão, etc.);
  4. pode conter informações duvidosas, imprecisas e incoerentes;
  5. você não tem a quem recorrer.

Infelizmente essa é a nossa realidade.

No dia a dia da oficina, este tipo de informação é fundamental para diagnóstico de defeitos e teste de componentes. É inaceitável que o reparador perca tempo atrás desses conteúdos, ou trabalhe com dados errados, gere diagnósticos falsos ou troque componentes desnecessários, sem contar na desconfiança do cliente sobre o serviço da oficina. A demanda do dia-a-dia da oficina exige que esse tipo de trabalho seja feito da forma mais rápida e precisa possível.

“tempo é dinheiro!”

Seria muito mais fácil se você tivesse acesso à todos esses diagramas e pudesse visualizá-los de forma padronizada, organizada e ilustrada. Esse é parte do grande trabalho aqui da Doutor-IE.

 

Diagramas elétricos automotivos da Doutor-IE

A Doutor-IE é pioneira na elaboração de diagramas elétricos voltados para a reparação automotiva. As pesquisas são feitas em campo, diretamente no veículo, conferindo fio por fio. Os componentes são representados através de ilustrações personalizadas. O resultado é um material didático, fácil de ler e confiável.

Além disso, nossa equipe trabalha sob demanda, desenvolvendo com prioridade os manuais mais requisitados.

Os diagramas elétricos da Doutor-IE abrangem diversos sistemas do veículo, entre eles:

• Airbag;
• Ar condicionado;
• Arrefecimento;
• Central de carroceria;
• Direção elétrica;
• Freios ABS;
• Imobilizador de partida;
• Injeção eletrônica;
• Painel de instrumentos;
• Redes de comunicação (digital entre centrais, ex: Rede CAN);
• Transmissão automática.

 

Diagramas elétricos para diagnóstico na reparação automotiva

Quando um veículo aparece na oficina com algum problema, muitas vezes não é possível fazer o diagnóstico do defeito apenas por observação e experiência. Nesses casos o processo de identificação do defeito envolve uma série de etapas que, se não forem bem direcionadas, irão consumir muito tempo do reparador.

Os diagramas elétricos da Doutor-IE tem como objetivo fazer esse direcionamento de forma prática. Várias tarefas são realizadas com muito mais facilidade quando o reparador tem acesso ao nosso sistema, a Enciclopédia Automotiva Doutor-IE Online, por exemplo:

  • testar as alimentações das centrais eletrônicas;
  • analisar os sinais dos sensores;
  • verificar a integridade do chicote e dos conectores.

 

Como interpretar diagramas elétricos?
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Vamos dar um exemplo prático vivenciado por um dos nossos parceiros.

Chegou na oficina um Volkswagen Up! ano 2016 1.0 de 3 cilindros com o seguinte diagnóstico:

  • rotação do motor não ultrapassa os 3000 rpm;
  • luz de falha no sistema de injeção acesa no painel de instrumentos.

O reparador conectou o scanner automotivo e fez a varredura em busca de código de falha. Encontrou o seguinte código: "P1398 - Falha no Circuito Elétrico do Sinal do Sensor de Rotação do Motor". Esse código o levou a conclusão (equivocada) que o defeito poderia estar no sensor de rotação do motor (CKP), e por isso ele decidiu trocar o sensor. Porém o defeito persistiu.

Fazendo uma análise mais cuidadosa, o reparador acessou o manual de diagramas elétricos, dentro da Enciclopédia Automotiva Doutor-IE Online, para verificar as ligações referentes ao sensor. Ao abrir o manual ele efetuou a busca através da ferramenta ÍNDICE, ou também pela ferramenta PESQUISAR, e encontrou o componente que precisava testar.

Ele visualizou as alimentações positiva e negativa do sensor, assim como o sinal que chega para a unidade de comando da injeção. Dessa forma o reparador teve as informações que precisava para realizar o teste do componente de forma correta e segura.

Utilizando um multímetro automotivo ele realizou os testes de alimentação e sinal no conector do sensor, e viu que a alimentação positiva estava correta, o sensor estava aterrado e estava gerando sinal.

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Em seguida, com um osciloscópio automotivo, ele comparou (ainda no conector do sensor) o sinal gerado pelo sensor com o oscilograma publicado na Enciclopédia Doutor-IE. Concluiu que, pela forma do sinal, não havia nenhum problema na roda fônica, na parte interna (do sensor) ou no conector (mau contato). Ou seja, o sensor estava funcionando corretamente.

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Os testes apontaram que o problema poderia estar na central de injeção ou até mesmo no chicote elétrico. Para testar essa hipótese, antes de realizar a substituição da central, o reparador verificou (com o osciloscópio conectado no terminal 02 do conector A - fio roxo da central), que o terminal não estava recebendo o sinal. Então deveria haver algum problema entre a central e o sensor. Para certificar que o problema era no chicote, ele desconectou o conector da central e verificou a continuidade do fio (entre o terminal 02 do conector A da central - lado do chicote - e o terminal 2 do sensor), percebendo que o fio estava interrompido.

Concluindo, com esses dados foi possível afirmar que o problema não estava no sensor ou na central eletrônica, e sim um fio partido no chicote. Dessa forma o reparador evitou que o sensor sem defeito fosse substituído novamente. Após realizar o reparo no chicote, e apagar os códigos de falha, o carro foi entregue em perfeitas condições para o cliente.

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